Irmandade Inquisidora

segunda-feira, outubro 23, 2006

Evagelho |†| Paixão de Cristo segundo Irmão אלוהים

PARTE I
Jesus desorientado ao saber que afinal sua prostituta mais em conta era lésbica e cheirava mal dos pés, refugiou-se no mundo negro da masturbação violenta. Nem os romanos, que outrora apaziguavam o seu desânimo investindo no profeta Jesus, agora queriam alguma coisa com ele.
Decidi oferecer-lhe um amuleto para o animar, mas na feira só tinham em tamanho XXL. Jesus agradeceu, de lágrima no olho abraçou com força o amuleto gigante e nunca mais o largou. Transportava o amuleto em forma de cruz para qualquer lado onde fosse; inclusive aos jogos do Benfica na Luz. Aquela cruz era o seu orgulho, era tudo para ele.
Infelizmente, seus dias de felicidade estavam esgotados. Jesus foi brutalmente assaltado e pacificamente agredido por um hipopótamo ateu em forma de âncora que lhe roubou o característico amuleto gigante em forma de cruz.
Agora, mais leve, mais tenso e com pensamentos homicidas; procurou por sua Maria Madalena para descomprimir a tensão. Ao entrar num quarto escuro, ficou a saber da nova tendência de Madalena por virgens; a figura feminina por baixo desta jorrava sangue vertiginosamente.
Jesus desorientado ao saber que afinal sua prostituta mais em conta era lésbica, e o cheiro afinal não era dos pés, mas sim daquilo que também não era azeite. Refugiou-se no mundo negro da masturbação violenta. Deprimido, procurou prazer com sua mão esquerda; mas, um órgão intrometeu-se, e a fricção provocou uma combustão espontânea, e morreu!

PARTE 2
Depressa a notícia espalhou-se por toda a Galileia, a Aljazira difundiu um especial em horário nobre - em que entrevistavam a vítima agora ressuscitada -, com o título: «O homem do amuleto gigante morreu».
A população indignou-se, procuraram o escumalha do hipopótamo e recuperaram o amuleto gigante. Seguiu-se uma imensa manifestação de alegria, milhares desfilaram em fila pelas principais avenidas com Jesus a encabeçar o grupo, feliz e orgulhosamente transportou o amuleto gigante às costas. Jesus caminhava e gritava furiosamente: “É MEU, SÓ MEU E NÃO EMPRESTO A NINGUÉM!”.
População comovida com tão grandiosa alma de Jesus, quis oferecer-lhe uma categórica acção do amor que sentiam por tão altruísta alma, e decidiram arranjar forma deste jamais se separar do seu amuleto gigante.
Então a população pregou Jesus à cruz de forma que este jamais a perdesse. Agradecido, este deixou-se morrer como presente aos presentes. Assim nasceu uma nova era da humanidade; a era do altruísmo, do amor, da compaixão, da beleza, da consolação, e dos assassínios em massa.

PARTE 3
Jesus, três dias depois de morrer, foi ressuscitado, mas não conseguia agarrar-se à vida. População dizia que era tão feliz que desistira de viver. Porquê que ele desistia de viver, se todos o amavam? Resposta encontra-se na qualidade dos pregos. Jesus continuou pregado ao seu amuleto gigante e nunca se separou do seu amigo, foi sempre leal até à morte.
Deus ressuscitou-o várias vezes, mas este continuou sempre leal ao seu amuleto nunca o largando. Foram tantos ressuscitamentos que Deus teve um esgotamento, tendo sido internado de urgência num hospital psiquiátrico. Já melhorou, mas a doença deixou sequelas. Deus sofre de megalomania paranóica psicopática, deixando de ter licença para exercer a sua profissão. Agora não é Deus que comanda directamente as leis do Universo, isso agora está ao cargo do Livre Arbítrio. Isso não é por acaso, Deus e o Livre Arbítrio outrora foram amantes. Deus não tinha prazer, inclusive, preferia o jacto do chuveiro; e foi descoberta em flagrante pelo Sr. Arbítrio.
Livre Arbítrio desorientado ao saber que afinal sua prostituta mais em conta era lésbica, e o cheiro afinal não era dos pés, mas sim da carne putrefacta dos inocentes. Refugiou-se no mundo negro do celibatarismo. Deprimido e isolado num convento, entregou-se à inércia das rezas em detrimento das acções, deixando os corpos dos inocentes a putrefactar no chão sedentos pela fome e miséria. E, em nome de Deus, a estes apenas se diz: “Ámen”; deixando-os morrer consolados com a ilusão de que irão para um tal de Paraíso.

Obrigado a todos Vós, e: Ámen!

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