Irmandade Inquisidora

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Avé Maria cheia de graça...

É assim que reza a história... Algumas almas penadas questionam-se contudo sobre qual a graça de Maria... Esta Irmandade, antecipando sempre os tempos vindouros e as dúvidas futuras de infiéis pouco esclarecidos ou de deficitário raciocínio, já há muito que reabilitou a figura de Maria. É que Maria tinha graça...

Maria era uma rapariga ladina que, desde muito jovem, começou a ter uma particular tendência para o sexo oposto. Já na sua fase anal (o infame sempre presente...) era com objectos do género masculino que fazia as suas graças. Essa fase marcou-a profundamente, nunca a tendo ultrapassado. Maria era uma rapariga moderna para o seu tempo e já conhecia as propriedades lubrificantes do leite de cabra, o que facilitava a sua aprendizagem e a introdução de novas matérias...
Graças aos gostos pouco comuns na época (dê-mos graças), quando chegou à idade casadoira Maria era virgem... Pelo menos em parte.
José, carpinteiro de profissão, esculpia com as suas mãos de mestre, belas peças em madeira que a Maria evocavam imagens de legumes bem conhecidos da sua infância e que nem sempre eram alusões a saladas...
Aquelas mãos que se moviam como Maria nunca tinha visto antes, encantaram-na na perspectiva futura de outras utilizações, e quando José resolveu disfarçar a sua verdadeira natureza, procurando uma esposa, a jovem era a primeira da bicha (sábia palavra...).
Famílias felizes. Casamento consumado? Desenganem-se as almas mais crentes: a resposta a tal dúvida é de uma simplicidade desconcertante: NÃO.
Na verdade, Maria descobriu pouco depois do matrimónio que José não era exactamente o que ela imaginara e que aquelas obras de arte fálicas que o carpinteiro tão bem esculpia nunca lhe seriam destinadas. José usava-as em proveito próprio e era mais um dos que não tinham ultrapassado a fase anal.
Desenvolvendo um gosto quase mórbido pela agricultura biológica, Maria - que receava os efeitos dos pesticidas no manuseamento dos vegetais – passava os dias a orar. Ora se dedicava à plantação de pepinos, ora investia em cenouras (vegetal do género feminino, mas a esta altura, Maria já não podia ser muito esquisita), ora, ora...
Um dia em que José estava ausente, Maria foi visitada por um caixeiro viajante, vendedor de velas e dador de fusíveis a jovens pouco iluminadas, que lhe disse:
- Chamo-me Anjo e trago-te a luz.
Oportunidade única de se encher de graça que Maria não desperdiçou.
Iluminada a casa, Maria ganhou novas cores. Pouco tempo depois descobriu que o Anjo realmente lhe tinha levado a luz e que quem iria dar à luz era ela. ‘Que vou eu dizer ao José?’... Com esta preocupação em mente, Maria sentou-se, meditante, segurando uma vela XXL que acendeu - mas que estranhamente não iluminou a casa mas sim o seu interior. Dessa iluminação surgiu um discurso fluido e que depressa transmitiu ao marido:
- José, estou grávida.
- Mas como é que isso é possível Maria?
- Ou foi um Anjo ou posso explicar a toda a aldeia que testas os pés das mesas que vendes sentando-te neles...
- Foi um Anjo. Milagre!!!!!
E assim se explica como José engoliu (entre outras coisas) a história do anjo.
Maria tinha graça...

12 Comments:

  • Grande, lí pk gostei do cenário e não me arrependi. Tem graça. O k siginfica ladina? ou será antes latina? Tb me ri do anterior, apesar de não gostar de brigadeiros. Vou passando por cá spr k tiver lembrada.

    By Anonymous Mónica, at 24 janeiro, 2006 01:26  

  • Eu também conheci essa Maria
    Moça bem roliça
    BTW adorei este post
    Keep the good work.

    By Anonymous Anónimo, at 24 janeiro, 2006 17:18  

  • Esta nova aquisição aparenta ser "boa", LOL estava só a brincar.

    By Anonymous DavidFerreira, at 24 janeiro, 2006 17:20  

  • ...cheia de graça :)
    Gostei.
    Parabéns à irmandade pela boa disposição :)

    By Blogger Caínha, at 24 janeiro, 2006 18:39  

  • Ladina significa alegre. Esta Maria era mesmo assim: muito divertida.

    Obrigada pelos gentis comentários. A Irmandade cá os espera para lhes ensinar o caminho das pedras...

    By Blogger TheVanilla, at 24 janeiro, 2006 21:31  

  • O_o voces assim qd morrerem nao chegam ao ceu inpunes de pecados, seu maldosos nao tem vergonha de falar assim de uma senhora de bem?! hein? beijos irmOES... :X (sim esta mal escrito era uma piada)

    By Anonymous pipa, at 24 janeiro, 2006 23:57  

  • maria roliça???
    opa, gostei disso...

    By Anonymous cavanha!, at 25 janeiro, 2006 10:51  

  • Blogs ruins estão em qualquer parte do mundo. Raros são os bons!
    Obrigado pela visita ao Canis! Sempre apareça por lá, será um prazer!
    Sobre essas histórias bíblicas... que podemos dizer do triângulo amoroso, Abraão Sara Agar?! hehehe

    By Anonymous Thiago Quintella, at 25 janeiro, 2006 14:20  

  • E Quanto ao penico do mundo, nada mais certo dizia sua avó. Somos o continente não o conteúdo. A América recebeu a merda do então mundo civilizado... e deu nisso que vemos! heheheh
    Abraços

    By Anonymous Thiago Quintella, at 25 janeiro, 2006 14:23  

  • LOL! Gostei bastante do texto desse post, muito bem escrito =P José sempre me pareceu meio pro lado de lá xD

    By Blogger Ploko, at 25 janeiro, 2006 14:37  

  • Amen, Jesus!

    By Anonymous Anónimo, at 26 janeiro, 2006 16:48  

  • Este blog vai arder no fogo do Inferno!!! Seus Hereges...
    ;)

    By Blogger pisconight, at 31 janeiro, 2006 18:16  

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