Irmandade Inquisidora

domingo, dezembro 04, 2005

Efeméride

No Mosteiro

Estou no meu sombrio retiro, escrevo vagarosamente ao ritmo das gotas que pingam do tecto de pedra, espalhando-se no chão húmido onde ,de vez em quando, os roedores jogam à sueca. Companheiros de noitada que amortecem a minha solidão e preenchem as insónias.
O meu refúgio pessoal é um espaço sem ornatos e boçal, escura em tons de pedra cinzenta, interrompido pela imagem de nossa senhora Jessica Alba, o Anjo Negro que partilha a filosofia da Irmandade.
De um canto, está o colchão Sagrado, abençoado pelo Todo o Poderoso e pelas Freiras que por lá passam para a "oração" nocturna. Noutro canto encontrasse uma escrivaninha de madeira, onde está pousada a Bíblia do Mais Velho Testamento escrita pelo Avô de Adão, o Portátil usado por São Pedro para Historiar as sessões mais íntimas entre Maria Madalena e São Mateus, e finalmente um embrulho com THC puro vindo do Arbusto Ardente.
Sussurros perturbam a minha discrição, os roedores conspiram contra a minha pessoa. Pelos vistos um familiar morreu devido ao veneno que meticulosamente lhes ofereci em troca do meu hábito, cujo estava perdido por causa de uma aposta. Parolos!
Bate levemente na grande porta de madeira, será chuva? será gente? Dou permissão, e do escuro realça-se uma figura feminina, Loira com cabelos descaídos em caracóis que fazem lembrar as ondas de um oceano sossegado. O corpo perfeitamente torneado, donairoso e curvo! A Perfeição que lembra as dunas irrequietas e macias que compõem a africana Sara. Ela já tinha iniciado a sua conversa há várias horas quando finalmente consegui levantar os olhos para a sua cara. Que requinte a futura mãe dos meus filhos! Ela procurou-me para a absolver dos seus pecados. Convidei a sentar-se na minha cadeira enquanto eu sentava na mesa. Que vista privilegiada, que pescoço ( e muito mais). Que Deus me perdoe a inveja que sinto dos meus futuros filhos.
Pedi-lhe profissionalmente para se confessar. Ela em lágrimas, tentou impressionar-me mas frigidamente não me deixei emocionar. Segredando, ela revelou que se tratava de uma ninfómana. Agarrei-me todo para não cair. Ela perguntou se houve um tremor de terra... se houve!
Em histeria, ela avisa a presença de ratos. Traidores! Por sorte ela trepou a mesa procurando os meus braços varonis. Coitadinha, está apavorada. Nós homens sabemos o que isto significa. Meticulosamente, a saia desce e o rendilhado descobre-se. Ela surpreendesse e eu sorrio: "É para a absolvição, Amém †".
- O resto do conteúdo foi censurado pelo Inquisidor.

5 Comments:

  • Já sentia falta de orientação espiritual Caro Irmão Público. Palavras inspiradoras de um caminho santo: o teu. Parece-me um bom exemplo a seguir.

    Que depois dos ratos e do pânico, haja sempre uns braços aos quais recorrer.

    **

    post scriptum: abaixo a censura ;o)

    By Anonymous MataHari, at 05 dezembro, 2005 16:01  

  • Espero que façam um filme sobre a parte censurada ;P

    excelente trabalho and keep the good work

    By Anonymous Xabi, at 07 dezembro, 2005 09:50  

  • Great work!
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    By Anonymous Anónimo, at 13 novembro, 2006 08:49  

  • By Anonymous Anónimo, at 13 novembro, 2006 08:49  

  • Thank you!
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    By Anonymous Anónimo, at 13 novembro, 2006 08:49  

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